Golpes e fraudes na Tanzânia
Todo mundo espera que, nas férias tão aguardadas, nada nem ninguém estrague o bom humor. Mas, em viagem, é natural relaxar, baixar a guarda e, em um país estrangeiro, sentir menos segurança por causa do idioma ou por não conhecer bem os costumes locais. É justamente disso que se aproveitam alguns golpistas, presentes em qualquer país com uma área turística desenvolvida. A Tanzânia não é exceção. Ainda assim, o índice de criminalidade no país está entre os mais baixos da África Oriental (por exemplo, a situação de segurança na Rússia é bem mais preocupante). A população local recebe bem os muitos viajantes que chegam ao país. Em sua maioria, são pessoas pacíficas e profundamente religiosas, que seguem os ensinamentos da Bíblia ou do Alcorão. Como o padrão de vida na Tanzânia ainda é baixo, não surpreende que o fluxo anual crescente de turistas estrangeiros atraia a atenção de quem tenta ganhar dinheiro por meio de pequenos golpes e esquemas.
No entanto, as táticas dos golpistas locais costumam ser bastante simples, e uma pessoa atenta tende a perceber rapidamente quando algo está errado. A seguir, reunimos os golpes mais comuns contra viajantes e formas de lidar com situações desagradáveis.
Golpes no câmbio
Um golpe tradicional envolve cambistas de rua que atraem turistas com uma cotação aparentemente vantajosa e, depois, enganam a pessoa ou simplesmente desaparecem com o dinheiro.
Conclusão: nunca troque dinheiro na rua. Para isso, existem bancos e casas de câmbio, com taxas fixas e transparentes. Outra opção é sacar a moeda local diretamente em um caixa eletrônico. Ao retirar dinheiro, você recebe automaticamente o equivalente na moeda do país. Em geral, é melhor fazer isso acompanhado. Enquanto uma pessoa se concentra no câmbio ou no saque, a outra observa o entorno e, se necessário, afasta os "ajudantes" que aparecem oferecendo serviços espontaneamente.
Guias, guardas e outros "ajudantes"
A simpatia local às vezes pode se transformar em extorsão banal. Um tanzaniano sorridente mostra o caminho, leva você até o destino ou recomenda, com entusiasmo, a melhor empresa para excursões ou um safári barato. Depois, exige insistentemente pagamento pelos supostos serviços.
Solução:
- Na prática, trata-se de extorsão. Recuse esse tipo de oferta sem constrangimento, mesmo diante de um sorriso aberto e de uma gentileza insistente. O melhor é ignorar esse tipo de abordagem e não iniciar conversa.
- Se a situação chegar a ameaças ou ofensas, diga que vai chamar a polícia. Em geral, a conversa termina nesse momento.
- Não aceite indicações de agências de viagem feitas por esses "ajudantes", pois você pode acabar nas mãos de organizações que atuam ilegalmente. Nenhuma empresa séria usa publicidade duvidosa feita por intermediários desse tipo. Mesmo que, à primeira vista, os preços pareçam atraentes, a qualidade dos serviços será extremamente baixa. Lembre-se: você sempre recebe exatamente aquilo pelo que pagou – se é que algo será entregue.
Contato com autoridades policiais
O golpe funciona assim: um suposto policial aborda o turista e pede os documentos de identidade. Em seguida, o golpista afirma que há alguma irregularidade com as regras de imigração, e o passaporte do viajante vai parar no bolso do falso defensor da lei. Para recuperá-lo, a pessoa é pressionada a pagar cerca de US$ 300 a US$ 500 de "multa".
Como evitar esse golpe:
- Se você não fez nada ilegal, a polícia não terá motivo para se interessar por você. As autoridades entendem muito bem a importância do turismo para o país e não costumam abordar visitantes sem razão para revistas e inspeções.
- Lembre-se: a polícia e o Serviço de Imigração são órgãos diferentes. Se você cruzou a fronteira da Tanzânia, seu visto já foi verificado, e não deve haver inspeções adicionais na rua. Portanto, diga que vai chamar a polícia de verdade e, claro, mantenha o passaporte com você.
- Por precaução, nunca guarde dinheiro junto aos documentos. Essa demonstração desnecessária de que você tem dinheiro não ajuda em nada. Você pode deixar os originais em um local seguro (por exemplo, em nosso escritório da Altezza Travel) e circular com cópias.
Furtos nas ruas
Nenhum viajante está totalmente imune a esse tipo de situação, por isso vale prestar atenção. Nas regiões de Moshi e Arusha, os furtos costumam acontecer a partir de motos ou bicicletas: alguém puxa a bolsa de ombro, a câmera ou arranca o celular das mãos. É simples reduzir esse risco: use táxis de confiança ou evite carregar bolsas do lado voltado para a rua, onde podem ser agarradas com facilidade.
Outra situação comum envolve turistas alcoolizados voltando a pé do bar para o hotel. Nesses casos, ladrões locais podem ameaçar com facões, levar todos os objetos de valor e, com certa frequência, causar ferimentos. Furtos em táxis são mais comuns em Dar es Salaam; não conhecemos casos desse tipo em Moshi ou Arusha, mas é importante manter a atenção, especialmente se você estiver indo para Zanzibar com conexão em Dar es Salaam. Táxis de rua podem levar passageiros a áreas afastadas, onde os clientes são roubados e perdem dinheiro e objetos de valor. Em geral, ninguém é agredido, desde que não haja resistência. Mesmo em táxis oficiais, porém, podem ocorrer roubos. Durante congestionamentos, pessoas armadas podem entrar rapidamente no carro e levar apenas o dinheiro. A melhor forma de se proteger é manter as janelas fechadas e as portas travadas.
São casos isolados, mas não vale correr riscos: as medidas de prevenção são simples e não exigem nenhum esforço especial.
Tenha atenção, e sua viagem pela Tanzânia será tranquila e renderá ótimas lembranças.
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