Uhuru Peak é o cume mais alto do Kilimanjaro e o ponto mais elevado da África. Muita gente conhece o Kilimanjaro, mas nem todos estão familiarizados com Uhuru Peak e sua história fascinante. Neste artigo, reunimos fatos importantes sobre Uhuru Peak. Se você pretende subir o Kilimanjaro ou simplesmente se interessa por montanhas e pela história africana, esta leitura vai trazer um bom contexto.
Este artigo aborda:
- Os nomes dos cumes de montanhas famosas;
- Quem deu ao ponto mais alto do Kilimanjaro o nome Uhuru e por quê;
- Quem foi o primeiro a chegar a esse cume;
- O que é a Tocha Uhuru;
- O significado da palavra "Uhuru";
- Como subir até Uhuru Peak, no Kilimanjaro, e receber um certificado.
Características de Uhuru Peak, no Kilimanjaro
A placa de Uhuru Peak, no ponto mais alto, informa que sua altitude é de 5.895 m acima do nível do mar. No entanto, esse número não é necessariamente exato.
Os primeiros exploradores chegaram ao topo do Kilimanjaro em 1889. Na época, eles mediram a altitude de forma equivocada, estimando 6.010 m. Mais tarde, esse valor foi corrigido para os atuais 5.895 m acima do nível do mar. Essa medida permanece como a altitude oficial da montanha mais alta da África. O número está inscrito na placa de Uhuru Peak e também gravado nas medalhas entregues a quem conclui a subida com sucesso.
Em 2008, sistemas de medição por satélite obtiveram dados mais precisos: 5.891,8 m. O número costuma ser arredondado para 5.892 m acima do nível do mar. Se considerarmos a elevação da montanha a partir de sua base de rocha sólida, chegamos a uma altura absoluta de 5.891 m. Já ao medir a distância do pico até o centro da Terra, Uhuru Peak fica a 6.384.134 m, superando até o cume do monte Everest, situado a 6.382.414 m do centro da Terra. Assim, o ponto mais alto do Kilimanjaro se projeta quase 2 km mais longe do centro do planeta do que o grande Everest.
A placa de Uhuru Peak
O que mais está escrito na placa de Uhuru Peak? Ao chegar à famosa placa inclinada do cume, você lê o seguinte:
- MONTE KILIMANJARO
- PARABÉNS
- VOCÊ ESTÁ AGORA EM
- UHURU PEAK, TANZÂNIA, 5.895 M ACIMA DO NÍVEL DO MAR
- PONTO MAIS ALTO DA ÁFRICA
- MAIOR MONTANHA ISOLADA DO MUNDO
- UM DOS MAIORES VULCÕES DO MUNDO
- PATRIMÔNIO MUNDIAL E MARAVILHA DA ÁFRICA
Pontos mais altos e mais baixos
Uhuru Peak é o ponto mais alto da Tanzânia e de toda a África. Por isso, integra a lista dos famosos 7 Cumes. Ao falar dos pontos mais altos, vale mencionar também os mais baixos. O ponto mais baixo da Tanzânia fica no fundo do lago Tanganica, a 1.471 m abaixo de sua superfície. É o lago mais profundo da África. Já o ponto emerso mais baixo do continente é considerado o lago Assal, no Djibuti, situado a 155 m abaixo do nível do mar.
Se você quer subir o Kilimanjaro e ler essa placa pessoalmente, organizamos sua viagem. No fim do artigo, explicamos mais sobre a subida ao Kilimanjaro com a Altezza.
Para outros detalhes e informações sobre o Kilimanjaro, veja também nossos artigos. Entre eles, "10 fatos sobre a montanha mais alta da África" e "Onde fica o Kilimanjaro".
O que significa "Uhuru"?
Uhuru Peak recebeu esse nome em 1962, 1 ano depois da independência da Tanzânia. Na época, o país ainda se chamava Tanganica. O nome Uhuru, que significa "liberdade" em suaíli, foi dado ao ponto mais alto do país em celebração à liberdade recém-conquistada.
O nome anterior do cume
Há mais de 60 anos, o principal cume do Kilimanjaro se chama Uhuru, ou Pico da Liberdade. Mas nem sempre foi assim. Por mais de 70 anos, o cume do Kilimanjaro levou o nome do Kaiser Wilhelm, o último imperador do Império Alemão. O nome foi dado pelo alemão Hans Meyer, o primeiro a alcançar o ponto mais alto do Kilimanjaro. Isso aconteceu em 1889, quando Tanganica estava sob domínio alemão. Os alemães realizavam expedições de exploração nesses territórios, incluindo o Kilimanjaro e seus arredores.
O atual Uhuru Peak foi chamado Kaiser Wilhelm Peak de 1889 a 1962. Primeiro, até a derrota do Império Alemão e a saída dos alemães da África, em 1918. Depois disso, simplesmente porque não havia outro nome. Curiosamente, de 1889 a 1918, Uhuru Peak era citado com orgulho como o ponto mais alto do "solo alemão".
Cumes de montanhas famosas
Os nomes das grandes montanhas são conhecidos por muita gente. A fama das montanhas mais altas ou mais belas costuma ficar associada ao nome delas. Poucos, porém, sabem como se chamam seus cumes principais, isto é, seus pontos mais elevados. Algumas montanhas têm cumes com nomes próprios.
O monte Everest, a montanha mais alta do mundo, dependendo de como a medição é feita, não tem um nome separado para seu ponto culminante. Muitas outras montanhas da lista das mais altas do mundo, no entanto, têm. O cume mais alto do monte Lhotse, por exemplo, chama-se Lhotse Main. O mesmo acontece com o monte Makalu: seu ponto mais alto é chamado Makalu Main. O ponto culminante do monte Fuji, no Japão, chama-se Kengamine. O Denali, na América do Norte, tem 2 cumes, e o mais alto recebe o nome de South Summit. Já o ponto mais alto do Kilimanjaro, na África, é Uhuru Peak.
Uhuru Peak
Uhuru Peak ainda é pouco conhecido por muita gente. Em geral, os montanhistas descobrem seu nome apenas durante a subida ao Kilimanjaro. Eles aprendem isso ao chegar perto da famosa placa de Uhuru. Ali, muitos registram a foto que marca a chegada bem-sucedida ao cume de Uhuru Peak.
Você também pode conhecer a beleza do Kilimanjaro em nosso curta-metragem. O filme percorre as diferentes zonas climáticas do "teto da África", das florestas tropicais densas aos desertos árticos cobertos de gelo. A narrativa termina com uma vista impressionante da cratera nevada a partir de Uhuru Peak.
Continue a leitura até o fim para conhecer os fatos mais interessantes sobre Uhuru Peak.
Os cumes do Kilimanjaro
O Kilimanjaro não é apenas uma montanha, mas um vulcão triplo. Costuma-se dizer que este pico africano é a montanha isolada mais alta do mundo. A própria placa em Uhuru Peak afirma isso. De fato, o Kilimanjaro não pertence a nenhuma cadeia de montanhas. Sua formação está ligada à atividade vulcânica ocorrida há vários milhões de anos.
Shira
Inicialmente, devido a processos geológicos complexos, formou-se o vulcão Shira. Depois vieram Mawenzi e, por fim, Kibo. Cada vulcão posterior, ao entrar em erupção, danificou os anteriores e, após sua fase ativa, ergueu-se acima deles. A cratera de Shira colapsou há cerca de meio milhão de anos. Hoje, seu ponto mais alto é Johnsell Point, a 3.962 m acima do nível do mar. É a maior elevação na borda leste parcialmente preservada da cratera colapsada. Outro pico de Shira, porém, é mais conhecido: Cathedral Point. Ele fica a 3.872 m acima do nível do mar e é um destino popular entre montanhistas. É possível vê-lo durante a subida ao Kilimanjaro pelas rotas Lemosho e Northern Circuit.
Mawenzi
Mawenzi, o segundo vulcão a se erguer acima das planícies ao redor, também está parcialmente destruído. Ainda assim, continua bastante imponente. O pico sofreu forte intemperismo e é formado por rochas fraturadas, espalhadas por detritos de pedra característicos da chamada zona de deserto ártico. Não há, porém, geleiras em Mawenzi. A forma desse vulcão está indicada em seu nome: "kimawenze". Na língua chaga, falada pelo povo local, significa "quebrado" ou "serrilhado".
O ponto mais alto de Mawenzi recebeu o nome de Hans Meyer, o explorador alemão que primeiro alcançou o cume do Kilimanjaro. Ironicamente, ele nunca conseguiu escalar Mawenzi. Hans Meyer Peak tem 5.148 m acima do nível do mar. É um dos pontos mais altos do continente. Se Mawenzi fosse considerada uma montanha separada, seria o terceiro pico mais alto da África, depois de Kibo e do monte Quênia.
Kibo
O maior e mais alto vulcão do Kilimanjaro é Kibo, formado há várias centenas de milhares de anos. Foi sua última grande erupção que destruiu o primeiro vulcão Shira. Hoje, Kibo permanece adormecido, como 1 dos 3 cones vulcânicos do Kilimanjaro, com uma chance muito pequena de voltar à atividade. O ponto mais alto de Kibo fica na borda da cratera. Esse ponto alcança 5.895 m acima do nível do mar e é conhecido como Uhuru Peak. Portanto, Uhuru não é um pico de montanha no sentido convencional, mas a elevação mais alta do maciço do Kilimanjaro. Todos os anos, dezenas de milhares de trilheiros tentam chegar a esse ponto no dia de ataque ao cume de suas expedições, mas nem todos conseguem.
A primeira ascensão ao Kilimanjaro
A história das ascensões à montanha mais alta da África começou no fim da década de 1840. Foi quando os primeiros europeus descobriram o vulcão Kilimanjaro, coberto de neve e gelo. Eram os missionários e exploradores alemães Johannes Rebmann e Johann Ludwig Krapf. Eles viram pela primeira vez a "maravilha nevada da África" em 1848. Em abril do ano seguinte, Rebmann se aproximou novamente da montanha e tentou subi-la, mas chegou apenas à linha da neve. Essa foi a primeira subida organizada em direção ao cume.
Primeiros exploradores
Ao longo dos 40 anos seguintes, o grande interesse pelas montanhas descobertas do Kilimanjaro e do Quênia, na África Oriental, levou outros exploradores à região. Entre eles estavam o explorador alemão Carl Claus von der Decken, o missionário britânico Charles New, o geólogo escocês Joseph Thomson, o cartógrafo e naturalista inglês Henry Hamilton Johnston, o explorador húngaro conde Samuel Teleki von Szek com o geógrafo austríaco Ludwig von Höhnel, o explorador alemão Hans Meyer, o viajante, médico e ornitólogo americano William Louis Abbott com o pesquisador alemão Otto Ehrenfried Ehlers, entre outros. Todos fracassaram, sem conseguir superar a neve no caminho até o cume. Terreno íngreme, mal de altitude e a falta de montanhistas e guias muito experientes tornavam o desafio de escalar os picos nevados ainda mais difícil. O ponto mais alto alcançado pelo mais bem-sucedido deles, Meyer, foi 5.500 m; acima dali, era necessário equipamento técnico de escalada.
Primeira chegada bem-sucedida ao cume
Por fim, o incansável alemão Hans Meyer organizou sua terceira expedição em 1889. Dessa vez, estava muito bem preparado. A expedição ocorreu de 27 de setembro a 9 de outubro de 1889, por uma rota semelhante à atual Marangu.
A expedição incluía outro europeu: Ludwig Purtscheller, alpinista austríaco e guia de alta montanha, com experiência em 1.600 ascensões solo e considerado o maior especialista em Alpes de sua época. Seu conhecimento ajudaria a superar a cobertura de neve e gelo no alto da montanha. Junto aos europeus estavam 16 africanos da tribo Chaga. Eles acompanhavam o grupo até altitudes em que se sentiam confortáveis e depois retornavam. Apenas 1 morador local fez todo o percurso com eles, da base do Kilimanjaro até Uhuru Peak, apesar do clima severo e do mal de altitude.
Yohani Kinyala Lauwo
Na maioria das fontes, aparece o nome Yohani Kinyala Lauwo. Segundo essa versão, ele teria sido o primeiro tanzaniano a alcançar o cume do Kilimanjaro. Acreditamos que isso não seja verdade, e a própria lógica contradiz a afirmação. Se Lauwo tivesse subido o Kilimanjaro em 1889, teria pelo menos 125 anos quando morreu, em 1996, algo impossível.
Além disso, o guia Lauwo não conseguia se lembrar da expedição nem dos detalhes da ascensão lendária. A jornada foi bem documentada nos diários e em outros relatos de Meyer e Purtscheller. A confusão surgiu durante a celebração do centenário das ascensões ao Kilimanjaro, em 1989. A comunidade local precisava de "lendas" vivas e testemunhas daquela expedição. Depois, a história improvável passou a ser sustentada ativamente por parentes de Lauwo e por jornalistas sem rigor. Hoje, esse nome é mencionado por cronistas superficiais da história.
Membros do Kilimanjaro Mountain Club, fundado em 1959, fizeram sua própria investigação. Eles também não encontraram evidências que sustentassem a afirmação de que um guia chamado Lauwo teria subido o Kilimanjaro com Meyer e Purtscheller.
Muini Amani
Na realidade, é mais provável que outro tanzaniano tenha acompanhado Meyer e Purtscheller na expedição ao cume do Kilimanjaro. Era Muini Amani, da cidade de Pangani. Ele trabalhava como carregador, cozinheiro e guarda. Durante a ascensão, Muini Amani teria cerca de 20 anos. No entanto, não há dados indicando que Amani tenha subido com os europeus até a borda da cratera de Kibo. Muito provavelmente, sem roupas quentes nem equipamentos adequados, o tanzaniano esperou pelo grupo em um acampamento instalado mais abaixo. Meyer e Purtscheller chegaram a Uhuru Peak em 6 de outubro de 1889.
Resultados da expedição
Os integrantes da expedição mediram a altitude do Kilimanjaro em 6.010 m, com uma margem de erro pouco superior a 100 m. Hans Meyer, líder da expedição, deu ao ponto mais alto de Kibo o nome do Kaiser Wilhelm. Ele também fincou ali uma pequena bandeira imperial alemã. Ludwig Purtscheller, alpinista que alcançou o segundo pico de Mawenzi, também deixou sua marca na história. Esse pico, a 5.120 m de altitude, hoje leva seu nome. Purtscheller acreditou, por engano, que aquele fosse o ponto mais alto de Mawenzi. Na realidade, o pico mais alto de Mawenzi tem 5.148 m. Ele recebeu o nome de Hans Meyer, em homenagem ao papel do explorador na primeira expedição bem-sucedida.
Nas décadas seguintes, outras pessoas subiram o Kilimanjaro. A segunda ascensão bem-sucedida ao Kaiser Wilhelm Peak ocorreu 20 anos depois, em 1909. Aos poucos, montanhistas menos preparados começaram a subir a montanha. No fim da década de 1950, quando uma rota já havia sido aberta e abrigos tinham sido construídos nos acampamentos, aproximadamente 1.000 pessoas haviam chegado ao cume de Uhuru Peak.
Tocha Uhuru
Naquela época, Tanganica ansiava por liberdade e independência em relação à Grã-Bretanha. Depois da Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha assumiu o controle do país, após a derrota da Alemanha e uma decisão da Liga das Nações. A influência britânica sobre Tanganica começou em 1919. Era indireta, mas ainda oprimia a população do país. Em 1959, Julius Nyerere, político de destaque, discursou na Assembleia Legislativa de Tanganica. Suas palavras ecoavam a famosa oração de São Francisco de Assis. Ele disse:
"Nós, o povo de Tanganica, gostaríamos de acender uma vela e colocá-la no topo do Kilimanjaro, para que brilhasse além de nossas fronteiras, levando esperança onde havia desespero, amor onde havia ódio e dignidade onde antes havia apenas humilhação."
Primeira expedição
Em 1961, Tanganica tornou-se independente e se estabeleceu como uma república soberana. Para marcar esse momento, foi planejada uma expedição especial ao pico do Kilimanjaro. A liderança coube ao tenente Alexander Donald Gwebes-Nyirenda, oficial do Exército Popular da Tanzânia. Ele é lembrado com carinho como Alex Nyirenda. Sua missão era fincar a Tocha da Liberdade e a bandeira de Tanganica no cume. No entanto, em 9 de dezembro de 1961, as condições climáticas severas em Kibo impossibilitaram a chegada ao pico. Ventos fortes e neve intensa foram os principais obstáculos.
Segunda expedição
1 ano depois, em 9 de dezembro de 1962, a tentativa foi repetida. A data coincidia com o aniversário da independência de Tanganica. Dessa vez, Alex Nyirenda conduziu com sucesso um grupo de militares até Kaiser Wilhelm Peak. Ali, eles fincaram a bandeira da Tanganica livre e acenderam uma tocha de querosene. O gesto simbolizava a liberdade recém-conquistada pela nação. A tocha acesa no cume representava um farol de liberdade para Tanganica. Naquele momento, o pico antes conhecido como Kaiser Wilhelm Peak foi oficialmente renomeado Uhuru Peak, que significa "Pico da Liberdade" em suaíli. Esse nome permanece até hoje.
Uma fotografia lendária de Alex Nyirenda foi feita em 9 de dezembro de 1962. Ela o mostra fixando a Tocha da Liberdade no ponto mais alto da África. 7 anos depois, quando astronautas americanos pousaram na Lua e fincaram a bandeira dos Estados Unidos, imagens simbólicas semelhantes foram registradas. Alguns tanzanianos acreditam que a ideia para esse tipo de gesto simbólico tenha sido inspirada pela fotografia de 1962 no Kilimanjaro.
A Tocha da Liberdade
Em 1964, a República Popular de Zanzibar e Pemba, recentemente libertada por uma revolução sangrenta, uniu-se à República de Tanganica. Essa fusão criou o estado moderno da República Unida da Tanzânia. No nome "Tanzânia", "Tan-" representa Tanganica, e "-zan" representa Zanzibar. Uhuru Peak tornou-se o ponto mais alto da nova república. Um fragmento de pedra de Kaiser Wilhelm Peak, levado por Hans Meyer ao imperador alemão, ainda é guardado em Potsdam, na Alemanha, fora da vista do público.
A Tocha Uhuru tornou-se um dos símbolos nacionais da Tanzânia. Ela aparece em uma moeda de 1 xelim. Desde então, a situação econômica do país mudou, e essas moedas deixaram de circular.
A Tocha da Liberdade permanece no brasão do país. Ela se ergue acima de todos os outros símbolos, representando a luz do conhecimento e do esclarecimento. Também continua a simbolizar a liberdade. A inscrição no brasão, "Uhuru na Umoja", significa "Liberdade e Unidade". Ela expressa a união dos mais de 130 povos diferentes da Tanzânia.
A Tanzânia mantém a tradição de realizar uma corrida anual da tocha. Essa campanha nacional costuma acontecer de março a outubro. Autoridades inspecionam diferentes instalações públicas, enquanto militares correm por várias partes do país. Eles chegam com a tocha a locais onde novas escolas, hospitais e outras instituições são inaugurados. Essas atividades têm 2 objetivos. Em primeiro lugar, funcionam como inspeções oficiais anticorrupção, voltadas a uma questão importante na Tanzânia. Em segundo, atuam como uma campanha patriótica que chama atenção para temas sociais. A tradição de levar a tocha até Uhuru Peak, porém, foi descontinuada.
Subir o Kilimanjaro hoje. Como chegar a Uhuru Peak
A cada ano, cerca de 50.000 pessoas sobem até Uhuru Peak. As expedições ao Kilimanjaro tornaram-se parte importante do turismo na Tanzânia. Várias trilhas levam a Uhuru Peak, e as rotas mais populares do Kilimanjaro são:
- rota Lemosho
- rota Marangu, a mais antiga
- rota Machame
- rota Umbwe, muito usada por atletas profissionais
- rota Rongai
- a mais nova, rota Northern Circuit
Zonas climáticas do Kilimanjaro
Os viajantes geralmente passam de 5 a 7 dias subindo o Kilimanjaro até Uhuru Peak e retornando. A caminhada até Uhuru Peak atravessa uma variedade notável de paisagens. O percurso passa por diferentes zonas climáticas: a floresta tropical, a faixa de vegetação arbustiva de altitude, o deserto alpino e, por fim, a zona ártica do cume. A floresta tropical é verde e úmida; depois vem a vegetação arbustiva, dominada por urzes e arbustos. Acima dela está o deserto alpino, marcado por terreno rochoso e vegetação escassa. A zona do cume é uma paisagem dura e gelada, onde ficam as geleiras do Kilimanjaro, em rápida redução. Essas geleiras sofrem derretimento, intemperismo e sublimação. Cientistas estimam que elas possam desaparecer completamente nos próximos 20 anos.
Uhuru Peak fica na zona ártica mais alta. A temperatura ali está sempre abaixo de 0 °C, e geadas severas são frequentes. Nevar no pico não é raro. Em 2020, por exemplo, caiu tanta neve no cume do Kilimanjaro que o acesso a Uhuru Peak foi bloqueado. Todas as expedições que tentavam chegar a Uhuru Peak terminaram em um ponto mais baixo. A Altezza Travel organizou então uma expedição especial com seus guias mais resistentes para limpar o caminho até o pico, retirando a neve com pás.
Na maior parte do tempo, porém, o caminho até Uhuru Peak está livre, e a subida pode ser feita em quase qualquer época do ano. Não é necessário equipamento técnico de escalada nem experiência prévia em montanha. Você precisa de 4 coisas: vontade de subir o "teto da África", bom condicionamento físico, um programa de subida bem escolhido para favorecer a aclimatação e uma equipe de apoio. Subir sozinho seria extremamente difícil e perigoso por causa da altitude elevada, do mal agudo de montanha e da necessidade de carregar todo o equipamento. Além disso, fazer o Kilimanjaro por conta própria é simplesmente ilegal. A Tanzania National Parks Authority e a legislação tanzaniana proíbem a subida ao Kilimanjaro sem guias locais; portanto, você precisará de um operador local. A escolha do operador pode ser decisiva entre uma viagem abaixo do esperado e uma expedição segura, confortável e marcante.
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