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Mapa do Kilimanjaro

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Tempo de leitura: 8 min.
Escalada Escalada

Parece que você é uma daquelas pessoas que gostam de olhar mapas. Vamos localizar a montanha mais alta da África no mapa do continente e observar mais de perto o mapa do próprio Kilimanjaro. Isso será útil para quem está planejando subir o Kilimanjaro – o pico mais alto do continente africano.

Onde fica o Kilimanjaro no mapa-múndi

Encontrar o Kilimanjaro no mapa-múndi é simples: comece localizando a África, quase dividida ao meio pela linha do equador. Você verá uma montanha isolada logo ao sul do equador, na parte leste do continente. Bons pontos de referência são o maior lago da África – o lago Victoria – e a fronteira entre o Quênia e a Tanzânia. O Kilimanjaro fica bem junto à fronteira, à direita do lago.

Mais detalhes sobre onde fica o Kilimanjaro e por que algumas pessoas procuram a montanha no Quênia, e não na Tanzânia, estão no artigo em que compartilhamos as coordenadas da principal atração da África, além de outros fatos interessantes.

Para quem gosta de detalhes, vale observar o mapa interativo do Kilimanjaro. Aqui está ele, cercado pelas estradas do norte da Tanzânia.

A grande área verde ao redor da mancha marrom representa as encostas da montanha cobertas por florestas tropicais. A zona marrom-clara corresponde ao cume rochoso, sem plantas e, portanto, sem animais. Ela fica a mais de 5.000 m de altitude.

O mapa mostra que a montanha está dentro do Parque Nacional do Kilimanjaro. Isso significa que, a partir de cerca de 1.800 m de altitude, não há moradores na montanha, e suas encostas são protegidas como patrimônio natural da Tanzânia. Ao aproximar o mapa, aparecem vários pontos interessantes do Kilimanjaro: acampamentos turísticos, lodges para pernoite, geleiras isoladas e, claro, seu ponto mais alto – o pico Uhuru.

Fatos sobre o Kilimanjaro

Veja alguns fatos interessantes sobre o Kilimanjaro para entender por que há tantos elementos em seu mapa.

O Kilimanjaro é um vulcão

Para ser mais preciso, o Kilimanjaro é formado por 3 vulcões. O mais alto, cujo cume todos buscam alcançar, é o mais jovem e também o mais elevado. Ele se chama Kibo. A leste dele fica o vulcão Mawenzi, que apenas escaladores profissionais, com equipamento técnico, conseguem escalar. O terceiro vulcão sofreu erosão quase completa durante uma erupção do vulcão mais recente. Ele ficava a oeste do Kibo. Hoje, ali está um belo planalto chamado Shira. Cada um dos 3 vulcões tem seu ponto mais alto. São eles: Johnsell Point, com 3.962 m, no Shira; Hans Meyer Peak, com 5.149 m, no Mawenzi; e o pico Uhuru, com 5.895 m, no Kibo.

O Kilimanjaro é a montanha mais alta da África

A altitude do Kilimanjaro é de 5.895 m acima do nível do mar. Esse número aparece em muitas fontes. Ele também está na placa do cume e nas medalhas entregues a quem chega ao pico principal. No entanto, medições precisas realizadas em 2008 indicaram 5.891,8 m. Ainda assim, o Kilimanjaro segue sendo a montanha mais alta do continente. Na Tanzânia, é chamado de "teto da África".

O Kilimanjaro faz parte dos 7 Cumes

O Kilimanjaro, por ser a montanha mais alta da África, integra os 7 Cumes – um grupo de montanhas consideradas as mais altas de seus respectivos continentes ou regiões do mundo. As outras são:

  • Aconcágua, na América do Sul
  • Denali, na América do Norte
  • Maciço Vinson, na Antártida
  • , na Europa
  • Everest, na Ásia

Saiba mais sobre os 7 Cumes e as pessoas que os "colecionam" em nosso artigo sobre a escalada dessas montanhas.

A cada ano, mais de 50.000 pessoas tentam chegar ao cume da montanha mais alta da África. Entre elas estão escaladores profissionais e trilheiros iniciantes, que muitas vezes combinam a expedição ao Kilimanjaro com um safári nos parques nacionais da Tanzânia. O Parque Nacional Arusha é o destino de safári mais próximo, mas muitos outros parques nacionais tanzanianos conhecidos também ficam relativamente perto. É o caso da cratera de Ngorongoro e do Parque Nacional do Serengeti, que faz fronteira com a Reserva Nacional Maasai Mara, no Quênia.

É possível seguir para o "teto da África" em qualquer época. Leia nossos artigos sobre o Kilimanjaro e planeje sua expedição. A Altezza Travel pode organizar sua viagem. Viaje conosco!

As encostas do Kilimanjaro se dividem em 5 zonas climáticas

Costuma-se dizer que subir da base do Kilimanjaro até o cume é como viajar dos trópicos ao Polo Norte. Isso acontece porque o montanhista atravessa 5 zonas climáticas diferentes. No Kilimanjaro, essas zonas são:

  • Zona de cultivo, onde os moradores locais plantam suas lavouras, termina a 1.800 m de altitude
  • Zona de floresta tropical – florestas tropicais com alto índice de chuva se estendem até 2.800 m
  • Zona de vegetação arbustiva de altitude, com plantas incomuns, como a lobélia-gigante e o senécio-do-Kilimanjaro, continua até 4.000 m
  • Deserto alpino, com rochas, musgos e líquens, ocupa altitudes de até 5.000 m
  • Zona ártica estende-se acima de 5.000 m de altitude e é um deserto pedregoso, com geleiras e neve cobrindo periodicamente áreas nessa altitude

Há geleiras no Kilimanjaro

No cume do Kilimanjaro, a apenas 340 km do equador, existem geleiras. Elas têm quase 12.000 anos. Hoje, essas formações de gelo estão desaparecendo rapidamente por sublimação, derretimento e evaporação. Em 100 anos, de 1912 a 2011, a área glacial diminuiu 85%. Algumas desapareceram para sempre, enquanto outras estão encolhendo em ritmo acelerado. Atualmente, o Kilimanjaro tem 3 campos de gelo e 16 geleiras separadas. As geleiras mais conhecidas do Kilimanjaro são:

A expectativa é que os últimos remanescentes de gelo no Kilimanjaro desapareçam até 2050.

Pico Uhuru – o ponto mais alto do Kilimanjaro

O ponto mais alto do Kilimanjaro é o pico Uhuru. Trata-se de uma pequena elevação na borda externa do vulcão Kibo. A altitude oficial do pico é de 5.895 m acima do nível do mar. Ele é o objetivo final de todos os participantes das expedições ao Kilimanjaro. A palavra "uhuru" vem do suaíli local e significa "liberdade", em referência à independência da Tanzânia, conquistada na década de 1960.

O Kilimanjaro tem várias crateras

O vulcão central do Kilimanjaro, Kibo, fica entre o planalto Shira e o vulcão Mawenzi. Ele apresenta um cone com 24 km de largura na base. No topo do Kibo há uma grande cratera de 2,5 km de diâmetro, formada pelo colapso do cume há 150.000–200.000 anos. O vulcão voltou à atividade depois desse colapso, criando um novo cone dentro da cratera, conhecido como Cone Interno, com 1,3 km de diâmetro. Dentro do Cone Interno está a cratera Reusch, com 820 m de diâmetro, batizada em homenagem a Gustav Otto Richard Reusch, que tentou escalar o Kilimanjaro 65 vezes no início do século 20. Dentro da cratera Reusch fica o , um poço de 340 m de largura e 200 m de profundidade, que funciona como a principal abertura do vulcão. Leia mais sobre a cratera Reusch e a pessoa que lhe deu nome em nosso blog.

Várias rotas levam ao pico Uhuru

Para chegar ao cume do Kilimanjaro, existem várias rotas oficiais. São elas:

Há várias variações das rotas principais de subida da montanha, além de algumas menos procuradas, como a rota Shira e Loitokitok. Algumas começam de forma independente e depois se juntam às principais rotas do Kilimanjaro; outras já começam integradas aos caminhos principais, mas se separam mais adiante, dando aos viajantes a chance de evitar os acampamentos e trilhas mais cheios. A rota Northern Circuit é um bom exemplo desse tipo de percurso. A propósito, também existe uma Southern Circuit, conectando Marangu a Umbwe.

Todos esses caminhos até o pico Uhuru podem ser usados na subida. A rota Mweka, porém, é usada apenas para a descida. A rota alternativa de descida no Kilimanjaro é Marangu. Vale notar que Marangu é a única rota com abrigos para pernoite e banheiros permanentes. Em todas as outras rotas do Kilimanjaro, os acampamentos usam estruturas de tendas.

Você encontra mais fatos interessantes sobre o Kilimanjaro em nosso blog. Outro artigo traz uma descrição detalhada das rotas do Kilimanjaro, além da opinião dos nossos especialistas sobre cada uma delas em formato de perguntas e respostas, para ajudar você a escolher a rota mais adequada para sua expedição ao Kilimanjaro.

Vamos observar o mapa do Kilimanjaro para ter uma visão geral das rotas e dos principais pontos da montanha.

Mapa do Kilimanjaro

Perguntas sobre a subida ao Kilimanjaro

Em que país fica o Kilimanjaro?

O Kilimanjaro fica na África Oriental, na Tanzânia, perto da fronteira com o Quênia. Se você planeja subir a montanha mais alta da África, procure voos para o Aeroporto Internacional do Kilimanjaro (JRO).

Qual é a cidade mais próxima do Kilimanjaro?

A cidade mais próxima do Kilimanjaro é Moshi. Ela é a capital da região do Kilimanjaro, onde a montanha está localizada. É o segundo centro turístico mais popular da Tanzânia depois de Arusha, atraindo montanhistas e visitantes dos parques nacionais. Moshi tem um pequeno aeroporto voltado a voos domésticos. Para voos internacionais, o mais conveniente é chegar pelo JRO (KIA) – Aeroporto Internacional do Kilimanjaro.

Quanto tempo leva para subir a montanha?

Uma expedição ao Kilimanjaro normalmente leva 7 dias. Há expedições mais curtas para quem está bem preparado para a aclimatação em alta altitude, como viagens de 5 dias. Para montanhistas em geral, recomenda-se escolher expedições de 6–8 dias. Se você quiser passar a noite na cratera do Kilimanjaro, a expedição se estende para 9–10 dias. Nossa análise detalhada ajuda a entender quanto tempo leva para subir o Kilimanjaro por diferentes rotas.

É difícil subir o Kilimanjaro?

O Kilimanjaro não é considerado uma montanha difícil em comparação com outras da lista dos Seven Summits. Ainda assim, quem não tem experiência em expedições de montanha pode achar a subida desafiadora. Iniciantes costumam sentir mais dificuldade nos últimos 2 dias da expedição, por causa do cansativo ataque ao cume e da longa descida. Mesmo assim, quase qualquer pessoa saudável pode alcançar o Uhuru Peak. Não há uma taxa oficial de sucesso para subidas ao Kilimanjaro, mas, com base em nossos 10 anos de experiência, a taxa de sucesso na rota Lemosho recomendada é de 95%. Para mais detalhes sobre a dificuldade de subir o Kilimanjaro, consulte nosso artigo completo.

O Kilimanjaro fica na zona da morte?

Não, o Kilimanjaro não fica na zona da morte. Essa zona começa a 8.000 m acima do nível do mar. Ela recebe esse nome porque o ar nessa altitude contém oxigênio insuficiente para a sobrevivência humana prolongada. A altitude máxima do Kilimanjaro é de 5.895 m.

Um iniciante consegue subir?

Sim, uma pessoa saudável e fisicamente ativa, mesmo sem experiência em alta altitude, pode completar a jornada dos portões do parque nacional até o Uhuru Peak. Nossa experiência de 10 anos confirma isso: adolescentes, idosos, mulheres, homens e até pessoas com determinadas condições de saúde já subiram o Kilimanjaro com sucesso com a Altezza Travel. Se você tem questões de saúde, consulte seu médico para entender como a subida pode ser para você. Se decidiu subir o "teto da África", leia nosso guia completo sobre como se preparar para a subida ao Kilimanjaro.

Quantos montanhistas morreram no Kilimanjaro?

Estatísticas confiáveis são difíceis de encontrar. Estimativas sugerem que 3–5 montanhistas morrem no Kilimanjaro a cada ano. Aproximadamente 50.000 pessoas tentam subir a montanha anualmente, e esse número cresce rapidamente. A maioria das mortes de montanhistas ocorre por edema pulmonar ou cerebral decorrente de aclimatação inadequada, ou por ataques cardíacos. Entre integrantes das equipes de montanha – carregadores e guias –, a taxa de mortalidade é mais alta devido às más condições de trabalho oferecidas por alguns operadores “econômicos”. Em mais de 10 anos conduzindo expedições, a Altezza Travel não perdeu nenhum cliente.

Publicado em 29 maio 2024 Atualizado em 26 maio 2026
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Todo o conteúdo da Altezza Travel é criado com base em conhecimento especializado e pesquisa cuidadosa, seguindo nossa Política Editorial.

Sobre o autor
Yurii Bogorodskiy

Yuri, pesquisador e redator em tempo integral da Altezza Travel, vive na Tanzânia desde 2019. Ele explorou muitos destinos menos conhecidos do país, incluindo os Parques Nacionais Kitulo e Rubondo, o lago Vitória, Zanzibar e diversos sítios históricos, naturais e arqueológicos.

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